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Já tinha começado a exibição de Budrus, quando consegui entregar três exemplares da décima edição da Vírus Planetário: um para a diretora Júlia Bacha, um para a mãe dela, a vereadora Andreia Gouveia Vieira, e outro para o pai, o economista Edmar Bacha. À página 10, algo de interesse especial para eles: uma resenha sobre o documentário. E se você ainda não tiver lido, leia aqui.
O documentário, que aborda a resistência pacífica em um pequeno vilarejo palestino na Cisjordânia e cujo nome deu origem ao título, representa para ela a continuidade de uma caminhada iniciada há oito anos:
- Com certeza, o trabalho de resistência pacífica tem crescido muito na região. Eu tenho visto mais e mais palestinos e israelenses trabalhando juntos, de uma maneira estratégica, do que era dez ou quinze anos atrás. Existem muitas comunidades adotando o modelo de Budrus, porque viram que dá resultado pra comunidade, concretamente. Eu acho que a resistência pacífica fornece o melhor caminho para a construção de sociedades mais pluralistas, mais democráticas, onde as mulheres tenham um papel mais importante dentro da sociedade.
No Brasil, Budrus não entrará em cartaz nas salas-de-cinema, por já ter sido exibido em canais de televisão. Para você que quiser ficar com o registro da necessária luta pela liberdade e soberania palestina, o filme foi lançado em DVD pela produtora Copacabana Filmes, organizadora do filme-debate da última quinta-feira (27).