BRASILEIRO
Felipe Salek
Sou índio da alma distante
Sou filho da terra e da gente
Da onça e cutia parente
Panará, Kuikuro e Xavante
Sou negro da raça gestante
Da ginga e do sangue mais quente
É Xangô quem me faz mais valente
E Iansã que me faz trovejante
De toda falácia irritante
História quem conta é o ouro
E ele é das mãos de quem mente
Se julgam desimportante
Ailton Krenak e Besouro
Me enterrem como indigente















