Poesia – Brasileiro

Felipe Salek setembro 29, 2011 0

BRASILEIRO

Felipe Salek

 

Sou índio da alma distante
Sou filho da terra e da gente
Da onça e cutia parente
Panará, Kuikuro e Xavante

Sou negro da raça gestante
Da ginga e do sangue mais quente
É Xangô quem me faz mais valente
E Iansã que me faz trovejante

De toda falácia irritante
História quem conta é o ouro
E ele é das mãos de quem mente

Se julgam desimportante
Ailton Krenak e Besouro
Me enterrem como indigente

 

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